Temas que trabalho

Temas que aparecem com frequência nos atendimentos.

Cada questão abaixo é lida a partir da fenomenologia — não como um rótulo fechado, mas como um fenômeno que se apresenta de um jeito único na experiência de cada pessoa.

Pressa

Pressa como esquecimento do ser

Você vive com pressa? A urgência constante pode ser um jeito de não parar diante do que realmente importa. Trabalhar essa pressa é reencontrar o próprio ritmo, sem a necessidade de justificar cada pausa.

Procrastinação

O que você tem adiado?

A procrastinação raramente é sobre preguiça — geralmente esconde uma relação difícil com alguma coisa: medo do resultado, excesso de exigência, ou falta de sentido na tarefa. Olhar para o que está sendo adiado, e por quê, é o primeiro passo.

Quero que tudo seja pra ontem

O que fica entre o início e o fim

Por que focamos somente no resultado? Desaprendemos a caminhar — ninguém quer fazer nada "entre". Esse tema trabalha a relação com o processo, não só com a chegada.

Tédio

Tédio profundo

No nosso tempo não existe silêncio, e as coisas só acontecem com o silêncio e as pausas. O tédio persistente pode ser sintoma de uma vida sem espaços vazios — e recuperar esses espaços é parte do trabalho terapêutico.

Ansiedade

Quando o porvir aperta o presente

A ansiedade aparece quando o futuro invade o agora de um jeito que não dá espaço para viver o momento presente. Trabalhar a ansiedade é reconstruir uma relação mais habitável com o tempo e com a incerteza.

Depressão

Sobrecarga com você e com o mundo

A depressão afeta a confiabilidade no mundo — as coisas deixam de fazer sentido do jeito que faziam antes. É um tema que pede tempo, escuta e nenhuma pressa para "ficar bem" antes da hora.

Esperança

Perda da esperança

Quando você não se abre com confiança em relação ao porvir, cada possibilidade futura passa a parecer ameaça em vez de abertura. Retomar a esperança é, antes de tudo, reconstruir a confiança de que o futuro ainda pode ser diferente.

TDAH

Um fenômeno do nosso tempo

Essa categoria psicopatológica é considerada um fenômeno epocal, com várias nuances associadas ao nosso tempo — de excesso de estímulo a exigências de produtividade constante. O olhar fenomenológico ajuda a enxergar a experiência por trás do diagnóstico.

Bipolaridade

Uma desproporção antropológica

A bipolaridade é considerada pela fenomenologia como uma desproporção antropológica — uma oscilação na forma como a pessoa se relaciona com o próprio tempo vivido. O acompanhamento busca compreender essa oscilação a partir da experiência, e não só da crise.

Autoestima

Quais são seus referenciais de valor?

Autoestima não é sobre "se achar bom o suficiente" de forma abstrata — é sobre entender de onde vêm os referenciais de valor que você usa para se julgar, e se eles de fato fazem sentido para a sua vida.

Psicologia do Esporte

A experiência de quem compete

Pressão por desempenho, relação com a derrota, ansiedade antes da competição e construção de confiança: a psicologia do esporte olha para a experiência do atleta como um todo, não só para o resultado no placar.

Dependência química

Além do comportamento em si

Olhar para a dependência química a partir da experiência de quem vive — o que ela ocupa, o que ela evita, o que ela tenta resolver — e não só a partir do comportamento isolado.

Burnout

Quando o corpo cobra o que a mente ignorou

O esgotamento raramente chega do nada — é o resultado de um tempo inteiro vivido no limite. Trabalhar o burnout é entender como você chegou até ali, e o que precisa mudar na relação com o trabalho e consigo mesmo.

Relacionamentos

Questões de relacionamentos

Conflitos, rupturas, dificuldade de se abrir ou de sair de uma relação que já não faz sentido — recebo essas questões com atenção, sempre a partir de como elas se apresentam na sua história.

Transições de vida

Momentos de transição

Mudanças de fase, de cidade, de carreira, de identidade — momentos em que o que era conhecido deixa de servir, e o que vem a seguir ainda não tem forma. A terapia pode acompanhar essa passagem.

Não viu seu tema aqui?

Isso não significa que ele não tem espaço na terapia. Me escreva e conversamos.

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