"Autoestima baixa" é uma expressão tão usada que quase perdeu o sentido. Dizemos que é preciso "se amar mais", "acreditar em si", como se a autoestima fosse uma quantidade a ser aumentada, e não uma pergunta a ser feita.
Autoestima não é sobre "se achar bom o suficiente" de forma abstrata. É sobre entender de onde vêm os referenciais de valor que você usa para se julgar — e se eles, de fato, fazem sentido para a sua vida.
Quais são seus referenciais de valor?
Grande parte do sofrimento ligado à autoestima não vem de uma falha pessoal, mas de medir a própria vida com uma régua que nunca foi escolhida — um padrão herdado da família, da comparação constante nas redes, de exigências que fizeram sentido para outra pessoa, em outro contexto, e que foram simplesmente assumidas como se fossem suas.
Escolher os próprios critérios
Trabalhar autoestima em terapia é menos sobre repetir frases de autoafirmação e mais sobre investigar, com honestidade, de onde vêm os critérios que você usa para se avaliar — e ter a liberdade de revisar aqueles que não fazem mais sentido, construindo referenciais que sejam realmente seus.
“Autoestima. Quais são seus referenciais de valor?”
